Archive | July 2015

Enterrando nossas mães

Blog do Renato Nalini

Em 17.11.2015, serão dez anos sem a presença física de minha mãe, Benedita Nalini. Não há dia em que não a ouça. Chego a adivinhar o que ela me diz a cada fato ensejador de alguma reflexão. Orfandade não tem idade. É o que se descobre a cada dia, quando somos obrigados a enterrar nossas mães.

Tenho vivenciado esse triste acontecimento com relativa frequência. Não consigo deixar de me condoer profundamente com os órfãos que ficam. E essa dor é ainda mais forte quando tive contato com as mães que partiram.
Foi o que senti ao acompanhar Zézinha, a Maria José mãe da Bia Estrada, com quem convivi um pouco, mas de quem aprendi a gostar bastante. Alegre, desenvolta, falava o que pensava e me identifiquei com ela. Coerente até o fim, fez de sua vida um hino à independência.

Dois dias depois, levava ao nosso Cemitério Nossa Senhora do…

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Clássicos – Berlin Philharmonic Octet

Clássicos – Berlin Philharmonic Octet

Veja apresentação do Berlin Philharmonic Octet na Sala São Paulo gravada na temporada 2011. No vídeo, trecho de Divertimento, K. 138, em fá maior, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Concertos de Brandenburgo – J S BACH

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Johann Sebastian Bach    

Johann Sebastian Bach compôs os Concertos de Brandenburgo durante os anos de 1718-21, no apogeu de sua carreira como mestre-capela em Cöthen, ou seja, como dirigente das atividades musicais da corte. Estas seis obras foram reunidas em uma partitura autógrafa que Bach enviou em 24 de março de 1721 ao Margrave (prefeito) Christian Ludwig de Brandenburbo (o filho mais moço do “Grande Eleitor” Frederick Wilhelm), que empregava uma pequena orquestra em Berlim. Esta coletânea, que agora está na biblioteca Alemã do Estado, em Berlim oriental traz o título: “Seis Concertos / Com diversos instrumentos / Dedicados/ a Sua alteza Real / Senhor / Christian Ludwig / Margraf de Brandenburgo etc. etc. etc. / por / seu muito humilde e muito obediente servidor / Johann Sebastian Bach / Mestre de Capela de S.A.S. o Príncipe reinate de Anhalt-Coethen”.

O nome “Concertos de Brandenburgo” foi dado a estas obras pelo erudito em Bach, Phillip Spitta, e o uso a partir da[i se tornou universal.   Havia fortes laços entre as cortes de Cöthen e de Berlim. O amante da arte, Príncipe Leopold de Anhalt-Cöthen, que empregara Bach, frequentara a Titterkademie em Berlim de 1707 a 1710 e durante esse período estabelecera contatos com músicos de Berlim.

Quando ele se integrou na posse de sua herança em Cöthem em 1715, ampliou a atividade musical ali em parte contratando músicos de Berlim, alguns deles virtuosos camerísticos altamente competentes, que haviam ficado sem trabalho em 1713 quando o rei Frederico Guilherme I dissolvera a orquesra da corte prussiana alegando razões econômicas.

Entre os que passaram a fazer parte da orquestra da corte em Cöthen, sob a direção de Bach, estavam o trompetista Johann Luewig Schreiber, os flautistas Johann Heinrich Freytag e Johann Gottlieb Wurdig, o oboísta Ludwig Johann Ludwig Rose, o fagotista Johann Christoph Torlén, os violinistas Joseph Spies e Martin Friedrich Marcus, o gambista Christian Ferdinand Abel e o violoncelista Christian Bernhard Linigke.   O próprio príncipe tocava a viola-da-gamba, e claramente ele assumiu a parte de viola no Sexto Concerto, que não é de grande dificuldade. O pessoal conhecido da orquestra de Cöthen correspondem muito de perto ás exigências dos Concertos de Brandenburgo; por exemplo, a ausência de uma parte de segundo violino no Quinto Concerto pode ser explicado pelo fato de que Bach, eu geralmente tocava a viola quando regia a orquestra, neste caso tocava o solo de cravo, tendo o segundo violinista Marcus de tocar a viola em seu lugar.

Os Concertos de Brandenburgo eram, portanto, certamente ouvidos em Cöthen, mas é duvidoso que teria sido possível para a pequena orquestra do Margrave Christian Ludwig tocá-los em Berlim. Bach provavelmente recebeu a encomenda de compô-los no final de 1718, quando visitou Berlim para adquirir um novo cravo para a corte de Cöthen. (Ele procurou demonstrar da melhor maneira possível esse instrumento no Quinto Concerto, ampliando o que originalmente fora uma cadenza mais curta para uma longa e virtuosística cadenza com a qual estamos familiarizados.

É possível que o Sexto Concerto tenha sido o primeiro a ser composto, e que ele o tivesse levado consigo em sua visita a Berlim e ele tivesse provocado a encomenda dos demais, embora três anos se tivessem passado antes que Bach fornecesse as obras prometidas. Durante o período ele compôs cantatas seculares, o Clavierbüchlein (Pequeno Livro para Teclado) para seu filho Wilhelm Friedemann Bach, as sonatas e partitas para violino solo e as seis suítes para violoncelo solo, provavelmente para o virtuoso Christian Ferdinand Abel; ele também começou a trabalhar no Wohltemperierte Clavieri (O Cravo Bem-Temperado), no Clavierbüchlein (Pequeno Livro para Teclado), para sua segunda mulher Anna Magdalena Bach, e nas invenções a duas e a três vozes. Foi um tempo feliz para Bach, no qual ele teve a possibilidade de estender livremente sua imaginação como músico.

Os Concertos de Brandenburgo não foram, como as sonatas e as suítes para solo ou o Cravo Bem-Temperado, compostos como um grupo. Nem, como esta última obra mencionada, ou à maneira da Oferenda Musical, ou ainda como A Arte da Fuga, representam música de erudição”. Podem ser descritos como entretenimento musical de corte do mais alto nível e foram reunidos por Bach dentre as obras orquestradas que ele compões entre 1718 e 1720. Desse corpo substancial de música ele foi capaz de selecionar números adequados para os concertos que dirigia na corte e  também continuou em anos seguintes a aproveitar esse material: muitos movimentos dos concertos que ele compôs em Cöthen foram reescritos e incluídos em cantatas e concertos de que ele precisou tempos mais tarde em Leipzig. Alguns de seus alunos e o Prefeito da congregação em Santo Tomás, Christian Friedrich Penzel, também fizeram uso desse rico material após morte de Bach, tirando cópias das partituras que em certos casos evidentemente predatavam o exemplar da dedicatória enviado ao Margrave de Brandenburgo.

Proeminentes entre as características composicionais destes concertos é seu amálgama e desenvolvimento dos elementos estilísticos derivados da música italiana (Vivaldi) e francesa então em moda. Como musicista de visão universal, Bach constantemente procurou se manter a par da evolução no mundo internacional da música; mesmo durante os anos em que foi chantre em Sto Tomás, em Leipzig.   Frequentemente esteve presente às execuções de ópera italiana na corte de Drésden. A influência da técnica da escrita de concerto de Vivaldi é especialmente evidente no tratamento que Bach confere ao conjunto de cordas nos Concertos de Brandenburgo. Vários estágios na evolução das técnicas de composição do próprio Bach se encontram também representados aqui: primeiro, o “grupo de concerto” originado na prática da música em conjunto na corte de Cöthen (Terceiro e Sexto Concertos), em segundo lugar, obras em que a ênfase maior é posta na virtuosidade, o que claramente assinalava contrastes entre as seções de solos e de tutti (o segundo Allegro do Primeiro Concerto, e o quarto e Quinto Concertos), e finalmente uma espécie de música de câmara com um instrumento de teclado obbligato, assumindo aqui o cravo um papel solista de liderança peça primeira vez na história da música (versão final do Quinto Concerto).

Os seis Concertos formam um ciclo lógico em virtude do fato de serem todos diferentemente instrumentados e demonstrarem um exploração sistemática dos diversos efeitos sonoros capazes de serem produzidos pela orquestra.   O Primeiro Concerto em fá maior foi escrito para alguma ocasião festiva (não temos informação sobre a sua natureza), para a qual trompas de caça (o corni da caccia) e oboés foram acrescentados á orquestra de Cöthen.

Detlef Gojowey

(tradução: John Coombs)

Fonte: CD Archiv Produktion 410 500-2

THE ENGLISH CONCERT Com Instrumentos de Época

Dirigido do cravo por: TREVOR PINNOCK   (continua…)

“ESTE É O IDEAL DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA!”

ENSINAMENTOS DOS MESTRES ASCENSOS DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA:

“ESTE É O IDEAL DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA!”

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“Usai a vossa energia, como também o fizemos, em correção interior e estudo, com atenção especial aos nossos preceitos que vos damos como maná para as vossas almas – até que, como um grande órgão de expansivo timbre e freqüência, sejais o perfeito instrumento através do qual o Ser Divino possa tocar as delicadas harmonias de luz curadora e tom confortador, revelando a todos através de um exemplo mais perfeito a eficácia da graça do céu.

Se enaltecerdes em vós a Presença de Deus “EU SOU”, ela atrairá todos os homens à sua Luz maior. Lembrai-vos de que, como disse o amado Morya, somos uma fraternidade franca; e não vos canseis de fazer o bem!

Jesus, que chorou sobre Jerusalém, tem desde há muito derramado o seu amor sobre os fatigados, os famintos, os pobres e os que não são livres – ansiando, como eu, refrescar, nutrir, enriquecer e libertar, na dignidade do Espírito Santo, todas as almas que amam a Luz. Gostaríamos também de libertar aqueles que, por não conhecerem a Luz, não amam a Luz.

E àqueles homens que amam as trevas mais que a luz porque as suas obras são más, gostaríamos de trazer Luz, o amor à Luz e um exemplo de justiça – através de vós e de todos os que desejam ensinar o caminho aos homens ainda não iluminados.

Este é o ideal da Grande Fraternidade Branca. Esta é a senda dos homens justos que se aperfeiçoaram através da imagem viva do Cristo.

Mestre Ascenso Kuthumi

(Kuthumi Lal Singh)

Instrutor Mundial da Grande Fraternidade Branca

Fonte: págs. 11-12, do livro “Universidade do Espírito” Lições práticas para o autoconhecimento e aprendizado das leis cósmicas; Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet, São Paulo: Editora Summit Lighthouse do Brasil, 2001

FRATERNIDADE DOS GUARDIÃES DA CHAMA:

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“O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA”

ENSINAMENTOS DE MÃE MARIA:

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“O terceiro segredo era para ser revelado em 1960. Mais uma vez, os papas desobedeceram às instruções de Maria e nunca o revelaram.* Portanto, eles não deram ao povo a oportunidade de invocar a luz para a transmutação daquela profecia, que está projetada na tela da vida.

Dizem que Khrushchev e Kennedy receberam o terceiro segredo para ler e analisar, enviado pelo papa. Em 1963, um jornal alemão, Neues Europa, publicou o que foi chamado de “resumo” do terceiro segredo. Eis o que foi publicado:

Um grande castigo cairá sobre toda a humanidade; não hoje nem amanhã, mas na segunda metade do século XX. Satanás vai conseguir se infiltrar nas mais altas posições da Igreja. Ele vai conseguir plantar confusão na mente dos cientistas, que projetarão armas capazes de destruir grandes parcelas da humanidade em pouco tempo. Satanás comandará chefes de estado e fará com que estas armas de destruição sejam produzidas em massa.

Se a humanidade não se opuser a estes malefícios, serei obrigada a deixar que o Braço do meu Filho caia sobre todos, como retaliação. Se os homens que governam o mundo e a Igreja não se opuserem de forma ativa contra este mal, vou pedir a Deus, meu Pai, para fazer descer a Sua Justiça sobre os homens. Então, Deus punirá a humanidade de forma ainda mais severa e pesada do que Ele fez na época do grande dilúvio.

Quero lembrar-lhes de que Nossa Senhor estava falando com crianças que conheciam alguns ensinamentos católicos, mas nada além disso. O que ela estava dizendo é que, sem a intercessão das pessoas boas da Terra, nas quais a chama de Deus arte, não haverá nada que se interponha entre a humanidade e seu próprio carma, o carma de sua negligência.

Ela diz que é responsabilidade da liderança da Igreja e do Estado se opor aos atos dos anjos caídos que estão encarnados e que têm levado a humanidade à guerra, enfileirando-os, irmão contra irmão, durante séculos. Ela está dizendo que a conta deste carma está vencendo no último século da era de Peixes.

Os ensinamentos que temos a respeito de Jesus Cristo ter carregado os pecados do mundo é o de que, quanto todos nós compreendermos a dispensação de seu exemplo e de sua doutrina, deveremos manifestar a plenitude desse mesmo Cristo. Portanto, tendo cumprido a Lei que ele demonstrou, recebemos agora o nosso carma sobre nossos próprios ombros. Esse ensinamento está expresso com muita clareza na declaração que vocês encontrarão no Novo Testamento: “Cada qual levará o próprio fardo.”18 Essa é uma contradição marcante da teologia que prevalece hoje em dia, que afirma que Jesus vai carregar todos os nossos fardos.

A teologia tornou muito fácil alcançar o reino dos céus. Mas todas as verdadeiras profecias que vêm de Jesus, dos apóstolos, dos santos e de Nossa Senhora, até o momento, não dizem isso. Desse modo, entendemos que cada homem deve suportar o próprio fardo e que a graça de Jesus Cristo é um período de dois mil anos de liberdade, quando deveremos aprender como amplificar a luz, para que a luz de nossas auras e em nossos centros espirituais possam ser capazes de equilibrar, compensar e transmutar nossos pecados ou nossos erros, as sementes que plantamos de forma equivocada, ou nosso mau uso da luz.

Nossa Senhora, então, está dizendo que a oração como invocação da luz é uma energia e uma substância que vêm até nós por meio da devoção, do louvor e da unificação com Deus, e que essa luz é o Mediador. Essa luz se torna a nossa mestria. Essa luz representa o meio pelo qual literalmente transmutamos ou equilibramos o carma, antes de ele descer sobre nós. E a parcela muito especial da luz que Deus nos dá para essa finalidade é a chama violeta, que nos foi revelada neste século por Saint Germain, mas vinha sendo usada por Jesus desde o princípio.

Este, portanto, é o ensinamento da Nova Era. Se temos livre-arbítrio e liberdade total para experimentarmos esse arbítrio, utilizando à vontade essa energia de Deus e a centelha divina, é absolutamente lógico que devamos também conhecer as conseqüências de nossos usos e abusos desse poder criativo. Criados à imagem e semelhança de Deus, somos co-criadores com Ele. Estamos vendo, então, nessa hora, o retorno de nossas criações – em uma escala pessoal e planetária. Você e eu não criamos todo o carma que está descendo sobre as nações neste momento, mas contribuímos com pequenos filetes, pequenas gotas, com nossos ódios, nossos medos, nossos ciúmes e todas aquelas coisas que não estavam centradas no coração do Cristo. Isso tudo se transforma em carma planetário.”

Mestra Ascensa Mãe Maria

NOSSA SENHORA

Fonte: págs. 102-105, do livro “Mensagens de MARIA para os momentos felizes” Livro III da Trilogia “Mensagens Douradas de Maria”, Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet, Rio de Janeiro, Nova Era, 2009 (Mensagens Douradas de Maria; v.3)

NOTA: “Esta página divulga os Ensinamentos dos Mestres Ascensos da Grande Fraternidade Branca, recebidos pelos Mensageiros Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet.”

FRATERNIDADE DOS GUARDIÃES DA CHAMA:

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A legião dos imbecis

Blog do Renato Nalini

Foi Umberto Eco, o famoso escritor, quem afirmou: as redes sociais multiplicaram a legião dos imbecis. Ele tem razão. Enquanto alguns se servem delas para se comunicar, muitos outros ficam viciados em criticar, em maldizer, em praticar o acinte e o deboche. Tornam-se dependentes dos sentimentos miseráveis.

É um exercício instigante analisar o que leva pessoas escolarizadas a permanecerem plugadas e a gastarem seu tempo fazendo comentários desairosos e censurando tudo aquilo que não guarde pertinência com o seu mundinho ou com a sua ambição.

Muito ganharia a produtividade se o tempo despendido em frente às telas, com inutilidades e tolices, fosse empregado em atender à demanda por trabalho. A escassez global de inteligência, de originalidade e de criatividade gera um produto pobre de imbecilidades, incompatível com o contínuo avanço da tecnologia.

Os atuais padrões 4G propiciam uma velocidade de aproximadamente 50 milésimos de segundo para que dois dispositivos comecem…

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Sobre a conversão de Santo Agostinho!

ENSINAMENTOS DOS MESTRES ASCENSOS DA GRANDE FRATERNIDADE BRANCA:

Sobre a conversão de Santo Agostinho!

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“… como Santo Agostinho, que descreveu de forma pungente, nas suas Confissões, os momentos preciosos em que sua alma contatou o Espírito do Senhor”.

Muitos desses devotos do Espírito Santo viveram períodos agonizantes de renúncia, sentiram as trevas e a solidão, antes de alcançarem a iluminação da alma. Mas, mais cedo ou mais tarde, seu anseio pela Luz recebeu a resposta do céu, como Santo Agostinho, que descreveu de forma pungente, nas suas Confissões, os momentos preciosos em que sua alma contatou o Espírito do Senhor.

“Retirei-me, não sei como, para debaixo duma figueira, e larguei as rédeas ao choro.

Prorromperam em rios de lágrimas os meus olhos. Este sacrifício era-Vos agradável. Dirigi-Vos muitas perguntas, não por estas mesmas palavras, mas por outras do mesmo teor: “E Vós, Senhor, até quando? Até quando continuareis irritado? Não vos lembreis das minhas antigas iniqüidades. Sentia ainda que elas me prendiam. Soltava gritos lamentosos: ‘Por quanto tempo, por quanto tempo andarei a clamar. Amanhã, amanhã? Por que nãohá de ser agora? Por que o termo das minhas torpezas não há de vir já nesta hora?’.

Assim falava e chorava, oprimido pela mais antiga dor do coração. Eis que, de súbito, ouço uma voz da casa próxima. Não sei se era de menino, se de menina. Cantava e repetia freqüentes vezes: ‘Toma e lê, toma e lê’.

Imediatamente mudando de semblante, comecei com a máxima atenção a considerar se as crianças tinham ou não o costume de trautear essa canção em alguns dos jogos. Vendo que em parte nenhuma a tinha ouvido, reprimi o ímpeto das lágrimas, e levantei-me, persuadido de que Deus só me mandava uma coisa: abrir o códice, e ler o primeiro capítulo que encontrasse. Tinha ouvido que Antão, assistindo, por acaso, a uma leitura do Evangelho, fora por ela advertido, como se esta passagem que se lia lhe fosse dirigida pessoalmente: ‘Vai, vende tudo o que possuis, dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu, depois, vem e segue-Me’. Com este oráculo se converteu a Vós.

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Abalado, voltei aonde Alípio estava sentado, pois eu tinha aí colocado o livro das Epístolas do Apóstolo, quando de lá me levantei. Agarrei-o, abri-o e li em silêncio o primeiro capítulo em que pus os olhos: ‘Não caminheis em glutonarias e embriaguez, nem em desonestidades e dissoluções, nem em contendas e rixas, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não procureis a satisfação da carne com seus apetites’.

Não quis ler mais, nem era necessário. Apenas acabei de ler estas frases, penetrou-me no coração uma espécie de luz serena, e todas as trevas da dúvida fugiram.4

Nesse mesmo instante, Agostinho dedicou sua vida à Deus e deixou a profissão de professor de retórica. Ele tinha recebido uma porção da consciência de Deus pela intercessão de Jesus Cristo. Daí em diante, a sua vida não seria mais sua. Tal é o poder do Espírito Santo para transformar a consciência do homem. Ao tocar a bainha da veste do Senhor, ele foi preenchido com uma porção suficiente da consciência divina para mantê-lo durante uma vida inteira. A sua senda foi iluminada e ele exclamou:

“Ó Senhor, eu sou vosso servo, sim, vosso servo e filho da vossa escrava. Quebrastes as minhas cadeias, sacrificar-vos-ei uma vítima de louvor. Fazei que meu coração e minha língua Vos louvem e todos os meus ossos exclamem: ‘Senhor, quem há semelhante a Vós?’

Profiram eles estas palavras, e Vós, respondei, dizendo à minha alma: ‘Eu sou a tua salvação’.

Quem sou? Como sou eu? Que malícia não houve nos meus atos, nas minhas palavras; ou, se não a houve nas minhas palavras, na minha vontade!

Vós, porém, Senhor bom e misericordioso, olhastes para a profundeza da minha morte e, com a vossa direita, exauristes do fundo do meu coração o abismo de perversidade. E agora tudo era não querer aquilo que eu queria, e querer o que Vós queríeis.

Mas onde esteve durante tantos anos o meu livre-arbítrio? De que profundo e misterioso abismo foi ele chamado num momento a fim de inclinar a minha cerviz ao vosso suave jugo e os meus ombros ao vosso fardo tão leve, ó Cristo Jesus, ‘minha ajuda e redenção’.

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Quão suave se me tornou de repente carecer de delícias fúteis! Receava perdê-las, e agora já sentia prazer em abandoná-las! Vós, a verdadeira e suprema Suavidade, as afastáveis de mim. Vós as afastáveis, e em vez delas entráveis Vós, mais doce que todo prazer – mas não para a carne e o sangue – mais resplandecente que toda a luz, mas mais oculto que todo segredo, mais sublime que toda honra, mas não para aqueles que se exaltem a si mesmos.

Já o meu coração estava livre de torturantes cuidados, de ambição, de ganhos, e de revolver e esfregar a sarna das paixões. Entretinha-me em conversa convosco, minha Claridade, minha Riqueza, minha Salvação, Senhor, meu Deus.”5

Por intermédio de correntes de vida tão dedicadas como essa, a humanidade tem vislumbrado a natureza da alma, o propósito da vida e a ciência do Ser. Assim que completaram a tarefa que o Pai lhes havia confiado, muitos desses santos, homens e mulheres, partiram do plano da Terra e ascenderam à Presença de Deus – à consciência de Deus. Eles são conhecidos como Mestres Ascensos precisamente porque, por meio de sagrada comunhão e do serviço à vida, baseados na renúncia total dos seus padrões de identidade humana, sua consciência tornou-se uma só com a consciência de Deus, antes da sua reunião com o eu Divino. Desse nível de completa identificação com Deus, esses santos continuam a iluminar, com uma crescente percepção da mente de Deus, seus irmãos e irmãs que, neste e noutros planetas, ainda não se graduaram na escola da vida.

(…)

Fonte: págs. 2242-226, do livro “A Senda do Crescimento Pessoal”, [Parte 1] Mark L. Prophet e Elizabeth Clare Prophet, tradução: Urbana Rutherford – São Paulo, Summit Lighthouse do Brasil, 2005 – (Coleção Sobe a Montanha Mais Alta)

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Ensinamentos dos Mestres Ascensos

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Secretário da Educação do Estado de São Paulo, Imortal da Academia Paulista de Letras e Membro da Academia Brasileira da Educação.

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